S.G.
McMillan Hunt
Barão de Le Chablis
O
POEMA
CELESTIAL
Conforme resgatado & extraído dos escritos do nobilíssimo & grande PIERRE-JESUINÉ. Que escreveu segundo o que ele mesmo presenciou no além-morte ao ter contato com a LVX , que em terra manifesta-se sob este símbolo de SANTA CLARA.
Quando fui pro além,
Nem O maior quis salvar-me.
Quando perguntei por alguém,
Ela disse “a me , a me”.
Eu vi a Luz que paira dentro de mim,
E que sempre esteve lá.
Não há fim,
Nada começará.
**
Direis ouvir um tolo,
Mas a Verdade quiçá existe.
Pois eu mesmo pro céu fui levado no colo,
E vi que Verdade é uma ausência triste.
Vi que acompanha todos ,
E sua dor é de não ser exclusiva.
Todos os seus atos são engodos,
E sua ilusão é abusiva.
**
Eu beijei as faces de Paixão,
Olhei em seus olhos e ela estava vazia.
Consigo sempre estava Dor,
Que sofrer tudo fazia.
Em cada uma delas eu vi,
O infernal da terra.
Uma sempre fazendo a falta vir,
E a outra que desta falta com a angústia tudo encerra.
**
Toquei os lábios de Amor,
Mergulhei na imensidão da completitude.
Fixei a idéia de que algo sempre tem um opositor,
E que é o Amor sua plenitude.
Arrisquei me entregar,
Ao meu coração.
Vi efetivar,
A universal união.
**
Acariciei as asas de Liberdade,
Pulei no infinito abismo.
Vislumbrei minha primordial Vontade,
Aquilo que está em tudo que cismo.
Peguei uma de suas penas,
E vôo ao viver.
Livre em todas as cenas,
Me perpetuarei!
**
Eu vislumbrei os Campos Elísios,
Mas eu preferi viver!
Na terra dos címios,
Escolhi mais ainda sofrer.
Pois os anjos não gozam,
As senhoritas do céu não choram.
O que vivem é o que adoram,
Com os homens eles jogam.
**
Mas eles viram desta escolha uma ingratidão,
E o pior me deram para viver.
Uma maldição , sim , uma maldição!
De viver sem nada poder temer.
Foi esta barganha que minha Luz conseguiu,
Nada a reclamar.
Onde já se viu,
De um presente não aproveitar?
**
Volvi então para a destruição,
Para o solo das falsidades.
Senti o frescor da respiração,
O prazer de lutar contra as dificuldades.
Eu vivo feliz,
Morrerei certamente.
Quanto ao que fiz,
Muito pouco soube a gente.
**
Para a LUZ uma abadia construí,
Para o medo nunca chegar.
Ainda não me traí,
Um dia Morte irá me carregar.
Nada me arrependi,
Viverei para experimentar.
À LUZ , a ti!
Liberdade & Amor , vivenciar!
PIERRE-JESUINÉ , em SANTA CLARA , 6 de Abril de 1801 (d.c.)
E assim está transcrito conforme escrito por PIERRE-JESUINÉ , o virtuoso & bravo gigante d´Anticosti. De seu poema sobre o que viu , viveu e sentiu ao sair e voltar para a Terra. |