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4º Festival de Prosa e Poesia de Sofia
1º LUGAR

Premiação

Me$ 1.200,00

Medalha de Ouro
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S.G. McMillan Hunt
Barão de Le Chablis

O POEMA CELESTIAL

Conforme resgatado & extraído dos escritos do nobilíssimo & grande PIERRE-JESUINÉ. Que escreveu segundo o que ele mesmo presenciou no além-morte ao ter contato com a LVX , que em terra manifesta-se sob este símbolo de SANTA CLARA.


Quando fui pro além,
Nem O maior quis salvar-me.

Quando perguntei por alguém,
Ela disse “a me , a me”.

Eu vi a Luz que paira dentro de mim,
E que sempre esteve lá.

Não há fim,
Nada começará.

**

Direis ouvir um tolo,
Mas a Verdade quiçá existe.

Pois eu mesmo pro céu fui levado no colo,
E vi que Verdade é uma ausência triste.

Vi que acompanha todos ,
E sua dor é de não ser exclusiva.

Todos os seus atos são engodos,
E sua ilusão é abusiva.

**

Eu beijei as faces de Paixão,
Olhei em seus olhos e ela estava vazia.

Consigo sempre estava Dor,
Que sofrer tudo fazia.

Em cada uma delas eu vi,
O infernal da terra.

Uma sempre fazendo a falta vir,
E a outra que desta falta com a angústia tudo encerra.
**
Toquei os lábios de Amor,
Mergulhei na imensidão da completitude.

Fixei a idéia de que algo sempre tem um opositor,
E que é o Amor sua plenitude.

Arrisquei me entregar,
Ao meu coração.

Vi efetivar,
A universal união.

**

Acariciei as asas de Liberdade,
Pulei no infinito abismo.

Vislumbrei minha primordial Vontade,
Aquilo que está em tudo que cismo.

Peguei uma de suas penas,
E vôo ao viver.

Livre em todas as cenas,
Me perpetuarei!

**

Eu vislumbrei os Campos Elísios,
Mas eu preferi viver!

Na terra dos címios,
Escolhi mais ainda sofrer.

Pois os anjos não gozam,
As senhoritas do céu não choram.

O que vivem é o que adoram,
Com os homens eles jogam.

**

Mas eles viram desta escolha uma ingratidão,
E o pior me deram para viver.

Uma maldição , sim , uma maldição!
De viver sem nada poder temer.

Foi esta barganha que minha Luz conseguiu,
Nada a reclamar.

Onde já se viu,
De um presente não aproveitar?

**

Volvi então para a destruição,
Para o solo das falsidades.

Senti o frescor da respiração,
O prazer de lutar contra as dificuldades.

Eu vivo feliz,
Morrerei certamente.

Quanto ao que fiz,
Muito pouco soube a gente.

**

Para a LUZ uma abadia construí,
Para o medo nunca chegar.

Ainda não me traí,
Um dia Morte irá me carregar.

Nada me arrependi,
Viverei para experimentar.

À LUZ , a ti!
Liberdade & Amor , vivenciar!

PIERRE-JESUINÉ , em SANTA CLARA , 6 de Abril de 1801 (d.c.)


E assim está transcrito conforme escrito por PIERRE-JESUINÉ , o virtuoso & bravo gigante d´Anticosti. De seu poema sobre o que viu , viveu e sentiu ao sair e voltar para a Terra.

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